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AL: Beto Almeida, da TeleSul, mostra como a integração está avançando

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Entrevista a FC Leite Filho

Beto Almeida (Carlos Alberto de Almeida), 52 anos, é membro da Junta Diretiva da TeleSul, a Televisão do Sul, (TeleSur, em espanhol) uma rede de TV com a participação de vários países, como Argentina, Uruguai, Venezuela e Cuba, com sede em Caracas, e diretor de sua sucursal em Brasília.

Mineiro, vascaíno e tocador de cavaquinho, Beto, o único jornalista, juntamente com o biógrafo Fernando Moraes, a entrevistar o presidente Hugo Chávez, em sua última viagem ao Brasil, não faz o tipo de jornalista yuppy, como se costuma ver ultimamente na chamada grande mídia. Ele atua, principalmente, na imprensa alternativa e popular, embora tenha antes militado nos jornalões – Globo, Correio Braziliense, Estado de Minas. Radiobrás. Em Brasília, ele ainda preside a TV Cidade (Comunitária, Canal 8 da NET do DF).


A TeleSul é a nova rede de televisão latino-americana, que está completando três anos hoje , 4 de julho (dia em que foi realizada esta entrevista), também data de nascimento de Simón Bolivar). Esta rede multiestatal surgiu da necessidade de se criar um noticiário e uma programação com enfoque próprio da América Latina, para fazer frente à CNN americana (Cable News Networik), que vinha até então liderando o noticiário internacional, com um canal em espanhol, na base de uma visão de Washington e das potências européias. As notícias eram geradas na América Latina, depois passadas para a sede da CNN em Atlanta e, só depois de filtradas, eram transmitidas para o continente.

P - Então, Beto, sua experiência vem muito a calhar, porque o objetivo desta entrevista é exatamente abordar a questão de integração latino-americana a partir desses movimentos surgidos com a eleição de vários líderes nacionalistas, como Hugo Chávez (Venezuela), Néstor e Cristina Kirchner (Argentina), Evo Moralez (Bolívia), Daniel Ortega (Nicarágua) e Rafael Correa (Equador). O que evoluiu em termos de política de integração? Você pode nos dar um exemplo de algo concreto?
R – Bom, você sabe que a linha editorial da imprensa escrava da lógica do capital, a imprensa comercial, é de que essa integração é só retórica. Eu diria que existem fatos concretos, como por exemplo o Banco do Sul, que já existe. Os governos estão providenciando para que suas reservas, ao invés de serem depositadas em bancos norte-americanos, sejam depositadas em um banco dos países do sul, para investimentos e projetos de desenvolvimento a favor dos países do sul. Outro exemplo é que Brasil e Argentina estão iniciando operações comerciais em que não há mais a presença do dólar. Você sabe que todas as operações comerciais entre os países são feitas com base no dólar. (Agora,)Brasil e Argentina estão aposentando o dólar. Só com isso, as operações se tornam os produtos, liminarmente, 10% mais baratos.

P - Como isso funciona?
R - São créditos de compensação recíproca, ou seja, as moedas dos dois países são utilizadas e valorizadas. São reconhecidas como instrumentos da operação monetária comercial. Você não depende de fazer uma triangulação em dólar para que a Argentina compre ou venda um produto para o Brasil. É uma medida de soberania dos dois países, em que você escapa do controle do dólar, que aliás é uma moeda que está derretendo, que já não tem lastro. Mas só que agora, muito mais do que não ter lastro, ela (a moeda dólar americano) está derretendo.

P - Talvez esta seja uma das causas da queda do dólar internacionalmente?
R - Sem dúvida nenhuma, há muitas movimentações de países importantes que estão abandonando o dólar. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad,por exemplo, está prometendo fazer depósitos de reservas do Irã no Banco do Sul. Ele está fazendo a conversão das suas reservas para o Euro e parte delas está sendo depositada em bancos da China, inclusive porque há uma ameaça de agressão militar contra o Irã, a qual pode ser precedida de um congelamento de ativos financeiros do Irã nos bancos em dólar. Então, o dólar é uma moeda em colapso de credibilidade, e moeda sem credibilidade, você sabe que não existe. Era uma moeda sem lastro, mas era aceita por uma imposição militar. Hoje, quando surge o Euro, quando a crise financeira dos Estados Unidos mostra que não há nenhuma solidez financeira naquele país e isso se reflete na moeda. Então, é muito providencial que os países, inclusive o Brasil, como já disse Paulo Nogueira Batista Jr., diretor do Brasil no FMI, que o Brasil deve sair logo do dólar. Trocar suas reservas para uma outra moeda, ou, quem sabe, fazer como o Presidente Lula está propondo: a criação de uma moeda única latino-americana. Então, isto diz que a integração não é só retórica. Já existem passos concretos. Se analisarmos mais que isso, hoje o Brasil compra energia da Bolívia e vende para a Argentina. O Brasil está cedendo energia para a Argentina, que está com dificuldade. Ao mesmo tempo importa energia da Hidrelétrica (venezuelana) de Guri (terceira maior hidrelétrica em potência instalada do mundo. Está atrás apenas das usinas de Três Gargantas (China) e de Itaipu (Brasil/Paraguai). O estado de Roraima é abastecido por energia da hidrelétrica de Guri senão teria que ser energia baseada no diesel, ou termoelétrica. Então, a integração energética também já está acontecendo.
Além disso, está sendo criada a Universidade da Integração Latino-Americana, a UNILA, em Foz do Iguaçu,. Ali no Paraná. É uma universidade onde haverá metade de professores brasileiros e metade de outros países latino-americanos, acontecendo o mesmo com os alunos. Será gratuita, federal, pública, para promover a integração. É uma proposta brasileira e multinacional. Depois, nós temos a Tele Sul, que é uma rede de televisão multiestatal. Eu sou parte de uma junta diretiva que tem jornalistas de vários países, como Cuba, Uruguai, Argentina, Bolívia, Venezuela, entre outros.

P - Jornalistas e capital...
R - Jornalistas e capital, claro. Os sócios da TeleSuL rede são Argentina, Cuba, Uruguai, Venezuela, Equador, Bolívia e Nicarágua que está entrando agora também.

P - Beto, a TeleSul ainda não entrou em nenhum desses canais da TV a cabo. Eu sei que há, realmente, resistências em função de interesses estratégicos dessas empresas, mas é possível que entre um dia ou ela vai ficar dependendo de televisões comunitárias, através das quais ela reproduz seu sinal no Brasil e em alguns países?
R - Olha, no caso brasileiro, tem uma situação muito especial, porque a TV a cabo no Brasil é propriedade do (Carlos ) Slim e do (Rupert ) Murdoc. Então, são dois grandes inimigos do Presidente Chávez. Em razão disso, eles que falam tanto de liberdade e pluralidade, na verdade essas empresas ou operadoras do cabo, rejeitam completamente a possibilidade de que a TeleSul tenha seu pacote incluído nas ofertas de canais de TV a cabo.

P - Mesmo que pague?
R - Mesmo pagando, nós não temos nenhuma dificuldade nesse sentido. Nós pagaríamos o preço de mercado. Mas, em função disso, nós conseguimos penetrar no Brasil através da TV Paraná Educativa. O governo do Paraná tem acordos econômicos, culturais, científicos e tecnológicos com o governo da Venezuela, e entre esses acordos está a cooperação da TVE do Paraná com a TeleSul. Nós temos um noticiário feito em português, exclusivamente para a TV Paraná.

P - A TV Paraná que faz?
R - A TV Paraná recebe e retransmite. O noticiário é feito em Caracas.

P - Da mesma maneira que a CNN faz com o noticiário dela em espanhol?
R - Correto. Agora, com o nosso enfoque no olhar do sul. Sem o olhar americano que nos vê em preto e branco enquanto nós somos multicolor, multifacéticos. Eles têm muita dificuldade de entender, e nem querem nos entender. Querem impor o seu Superman enquanto nós temos aqui os nossos heróis. Nossos folclores, Saci Pererê, Tupacamaru, Zapata, esses são os nossos heróis, e não o Superman ou o Buffalo Bill. Nós temos que fazer uma TV com os nossos valores e nossa linha editorial. Uma preocupação que as outras televisões não têm, pois elas têm como finalidade fazer dinheiro. Elas têm seus objetivos comerciais. Nós não temos. Nós não temos publicidade comercial na TeleSul. O que nós fazemos é, basicamente, uma linha editorial que favoreça a integração dos povos, baseada na cooperação, na solidariedade, no respeito à autodeterminação dos povos e favorecendo uma cooperação que permita fazer dos povos do Sul, mais que um ambiente geográfico, um ambiente histórico e político, para dizer que outros valores devem ser respeitados, não apenas os do pensamento único, que nos são impostos.

P – Agora, a penetração da TeleSul em outros países. Parece que na Argentina, a TeleSul tem mais facilidade para chegar ao grande público espectador, por quê?
R - Na Argentina tem uma facilidade maior, primeiro porque o Estado é sócio (a TeleSul). Segundo porque o Canal 7 da TV argentina é estatal e de muito boa qualidade, que alcança o país inteiro, ao contrário da nossa TV Brasil. Mas em alguns materiais, (nós, da TeleSul) já estamos nos aproximando da TV Brasil, estabelecendo convênios de cooperação. Mas a TV Brasil, de qualquer maneira não alcança o Brasil inteiro. Além disso, o Canal 7 de lá tem, digamos, canais a cabo, então através da sociedade com o governo argentino, nós temos alguma penetração nos canais a cabo, graças à autoridade, à influência e ao apoio que o governo argentino oferece e abre espaço nos canais a cabo da Argentina.

P - Além da Argentina, em que outros países a TeleSul tem penetração?
R - Olha, no Uruguai, que é sócio, o sinal da TeleSul chega pelo cabo e pelo Canal 5, que é a TV Nacional. Na Colômbia tem várias TVs regionais, públicas e comunitárias que aceitam a TeleSul. Inclusive essa é uma das razões do porque que a TeleSul é muito combatida pelo governo do Uribe. Já estamos também entrando na Espanha, por canal a cabo e em breve entraremos na Inglaterra. O nosso satélite alcança toda a América Latina. Vai do Canadá até a Patagônia. Então, qualquer um que tenha antena parabólica digital pode captar o sinal e retransmitir.

P - Tem também o site na internet, não é?
R - Tem na internet, www.telesurtv.net. Eu já anuncio para você uma coisa nova: estamos estabelecendo relações e convênios de cooperação com as TVs educativas da Bahia, Sergipe, Ceará, Pernambuco, Maranhão, Amazonas e Pará, para fazer troca de programação, exibição dos noticiários, reciprocamente, os documentários dessas televisões serão exibidos pela TeleSul.

P - Beto, além da TeleSul, você tem nesse plano de integração latino-americana, aquele projeto grande do gasoduto do sul. Tem a Petrocaribe e a própria ALBA (Aliança Bolivariana). Como estão esses projetos? A nossa refinaria de Pernambuco, Abreu e Lima, como está?
R - O Presidente Chávez esteve em Pernambuco cerca de três meses atrás, houve uma solenidade muito importante, o lançamento da pedra fundamental, por Lula e Chávez. O Presidente Lula fez um discurso muito importante, recuperando o papel histórico da Abreu e Lima, Chávez fez a mesma coisa. Ou seja, mais além das burocracias das duas estatais, porque muitas vezes a própria estatal brasileira não entende bem, porque você sabe que a nossa maior estatal tem parte de suas ações controladas na bolsa de Nova Iorque, por acionistas norte-americanos, e não tem tanto interesse em estabelecer todo esse canal de cooperação com a estatal venezuelana, como é possível. Ela ainda está obedecendo a certa lógica de mercado. Apesar disso, essa cooperação está avançando. O que está sendo organizado é uma refinaria binacional, ou seja, parte das ações da Petrobrás, parte das ações da PDVSA. Depois, planeja-se fazer um gasoduto que saia do sul da Venezuela, uma região de muito potencial energético, e passando pelo Pará, Ceará, Maranhão, chegando até em Pernambuco.

P - E depois até a Argentina?
R - A idéia é que chegue até a Argentina.

P - Pois é, esse plano do Chávez foi muitas vezes criticado como sendo um tipo de plano mirabolante, mas que parece ser uma coisa factível, apesar de ser algo realmente grandioso, não é?
R - Tanto é factível, que hoje nós temos um gasoduto que sai de Moscou e chega até a Itália, Alemanha, França. Esses países que são grandes consumidores de combustíveis fósseis estão hoje totalmente dependentes da Rússia. Isso é uma realidade. São milhares de quilômetros em gasoduto e nós temos muitos outros. Isso tudo tem que considerar que precisamos estabelecer uma conjuntura política mais sólida, também para que esses projetos tenham continuidade, mas que é factível não há a menor dúvida.

P - Já tem uma parte desse gasoduto ligando a Venezuela com uma parte da Colômbia?
R - Aí é outro ramo, porque a região ocidental da Venezuela é muito rica em petróleo, tal como a oriental, a Faixa do Orinoco, que é na parte oriental do país. Mas lá em Maracaibo, o lago Maracaibo, é uma região grande produtora de petróleo, na fronteira com a Colômbia. Portanto ali já existem construídos mecanismos de gasodutos de integração energética que estão para ser ampliados. Você sabe que apesar de toda essa confrontação política entre Chávez e Uribe, as economias são muito ligadas uma na outra. Por exemplo, a Venezuela compra, porque ela tem grande poder de compra, praticamente 40%, 50% da produção automobilística instalada na Colômbia. E por mais que a Colômbia seja subserviente ou vassala dos Estados Unidos, os Estados Unidos, não lhe permitem espaço no seu mercado, então a Colômbia não tem para quem vender. Por mais que ela seja pró-americana, os americanos não dão espaço no mercado. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Então, a Colômbia e a burguesia industrial colombiana precisam de boas relações com a Venezuela. Por isso, o governo Uribe é muito contraditório. Muitas vezes eles fazem hostilidade pró-americana a Chávez, e, de repente eles dão uma guinada e fazem grandes acordos, generosos acordos com a Venezuela. Além do mais, existem quatro milhões de colombianos refugiados na Venezuela, fugidos da guerra. Quatro milhões com todos os direitos sociais, certidão de nascimento, tratamento dentário e médico gratuito pelos programas das missões sociais da Venezuela, com escola, com bolsa. Hoje ali na culta Europa, não se permitem (esses mesmos direitos) aos latino-americanos e africanos que para lá vão tentar ganhar a vida. A Venezuela dá esse direito de cidadania plena aos quatro milhões de fugitivos da guerra colombiana.

P - Finalmente, Beto, existe um projeto de formação de um pólo alimentar e energético, aqui na América do Sul. O Chávez e a Cristina Kirchner têm trabalhado muito nesse projeto. Você acredita que isso possa, realmente, se transformar em um pólo de poder? Porque há também uma parte da Rússia com a China e a Índia, que parece estarem se entendendo no aspecto energético. Nós aqui na América Latina temos um grande potencial para alimentação, além disso, temos o aqüífero Guarani que é capaz de abastecer toda população, com água doce, em 100 ou 200 anos, e, por causa deste grande potencial, é objeto da cobiça das grandes potências. Eu te pergunto, então, em que pé está esse projeto alimentar e energético?

R - Eu te respondo lembrando uma frase do Perón que diz: "O século XXI nos encontrará unidos ou escravizados". Ou nós, países sul-americanos, nos unimos ou seremos escravizados. Na década de 50, Perón, Vargas e Ocampo tinham o projeto de reconstituir o Pacto do ABC (Argentina, Brasil e Chile), que era o embrião do Mercosul. Esse projeto não foi adiante por causa da conspiração contra o (o presidente Getúlio)Vargas, o golpe de estado que o levou à morte. Um ano depois derrubaram o Perón. Então, frustrou-se tudo isso. Foram ações do imperialismo. Eles sabem o potencial que esses países têm de se unirem. A Argentina da década de 50 era um país que financiava a reconstrução dos países destruídos pela guerra na Europa. Emprestava dinheiro, por exemplo, para a Itália. Já havia superado o analfabetismo. Hoje nós temos plena possibilidade de fazer tanto uma integração energética quanto uma alimentar. Não há uma dicotomia, pelo contrário, hoje o Brasil multiplicou a exportação de alimentos e é o maior produtor de energia da biomassa, como cana-de-açúcar, mandioca e por aí vai. Basicamente, a energia que você planta. Você pode plantá-la, planejadamente, sem destruir a plantação de alimentos.
P - E sem provocar a alta no preço dos alimentos?
R - Essa alta dos alimentos é provocada pelo aumento do petróleo, que aumenta o frete, aumenta os defensivos agrícolas e aumenta todo o custo de produção, porque a agricultura hoje é petrodependente. Se nós fizermos uma agricultura que seja dependente da biomassa, você vai plantar a energia que vai consumir ali mesmo. Vai promover um desenvolvimento descentralizado, auto-suficiente, autônomo e é isso que as petroleiras não querem ver acontecer. Então, o que nós temos pela frente? Desenvolver um projeto que inclua fazer uma reforma agrária, baseada na agricultura familiar e nos biocombustíveis, mas sem focar no agronegócio. Para isso, é preciso constituir uma empresa estatal como o Brizola pensou lá atrás, ou como Vargas pensou quando criou o Instituto do Açúcar e do Álcool, colocando Barbosa Lima Sobrinho, como seu primeiro presidente, já pensando no álcool como energia. O Brizola, quando governador do Rio Grande do Sul, pensou a mesma coisa e criou uma empresa estatal de agroenergia. Essa agroenergia é capaz de dar à pequena produção, a renda suficiente, porque ela produzirá sua própria energia e tornará aquelas regiões longínquas independentes e auto-suficientes em energia. Você não vai mais precisar dessa grande loucura de ter caminhões perigosamente viajando por aí para levar gasolina, querosene, porque a energia vai ser feita em cada uma dessas regiões. Seja óleo de babaçu, da mamona, do girassol, ou álcool da cana, já se comprovaram fontes de energia de grande capacidade de rendimento, tanto é assim que o petróleo está explodindo no preço, e a curva de produção está no sentido declinante diante do aumento de consumo. A América do Sul tem a grande possibilidade de ser não apenas o celeiro alimentar do mundo, como o celeiro energético de uma energia renovável para o mundo inteiro.
P - E de energia fóssil, também, porque a Venezuela ainda tem muito petróleo, o Brasil já é auto-suficiente na matéria, o Equador é outro grande produtor, a Argentina já foi auto-suficiente...
P – Sim, o Equador produz petróleo, mas a Argentina privatizou sua estatal de petróleo, perdeu a auto-suficiência e agora está aí à míngua de energia. Já no Brasil, o próprio governo brasileiro está dizendo que é preciso ter uma estatal própria para as novas descobertas do pré-sal (aquelas enormes jazidas recém descobertas, como a do campo de Tupi e outros). É que, se entrarmos na privatização desses campos, nós vamos cometer o mesmo erro.
P - Ok, Beto, Muito obrigado pela entrevista neste 24 de julho de 2008...
R – Data emblemática, porque é o dia do nascimento de Bolívar e quando a TeleSul completa três anos de existência...
P. Muito bem, nossa homenagem A Simon Bolivar e à grande Rede TeleSul. Até a próxima.

Veja também no Youtube: Beto Almeida fala de terrorismo midiático
Última atualização ( Dom, 21 de Dezembro de 2008 18:39 )  

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