A Venezuela levou ontem ao ar a Rádio do Sul (Radio del Sur), uma nova ofensiva de comunicação que complementa a Telesul (Telesur), a rede multi-estatal de televisão, de alta qualidade, que já faz frente aos sinais da CNN, BBC, Fox News e outras megaredes de TV das grandes potências na América Latina. Em agosto de 209, também foi lançado o jornal "El Correo del Orinoco", que é distribuído nas bancas e escolas de todo o país.
Este blog http://cafenapolitica.com.br inicia uma nova fase neste 2010 com apresentação semanal na TV Cidade Livre, de Brasília, Canal 8 da TV NET. Nosso projeto piloto, que já se encontra no Youtube,aborda proposta da Telesur, a televisão do Sul, que há cinco anos vem imprimindo uma nova política de mídia, com foco na cultura,nos costumes e na realidade da América Latina. Para isso, convidou a debater o jornalista Beto Almeida, diretor em Brasília e um dos criadores desta rede deTV multiestatal - ela abrange Venezuela, Argentina, Uruguai, Bolívia, Nicarágua e Cuba e, no futuro, o Brasil. Beto, que também preside a TV Cidade e é um lutador pela democracia da comunicação no continente.
Ele mostra como a proposta de Hugo Chávez, Lula, Néstor e Cristina Kirchner e Fidel Castro, já enfrenta em profissionalismo gigantes da comunicação como a CNN, Foxnews e BBC. Só que com uma diferença, em vez dos enlatados e bombardeios midiáticos que aquelas redes despejam sobre a região, a Telesur emite uma visão própria de nossos povos, também por satélite e com abrangência mundial, assim como faz a Rede Al Jazeera, dos Árabes. Estamos planejando iniciar nossas transmissões televisivas na sexta-feira, 15 de janeiro, às 18 horas. A TV Cidade pode ser vista também na internet, no site http://www.tvcomunitariadf.com.br/tvcidadelivredf/ Nosso objetivo é trazer professores, especialistas, líderes politicos e autoridades para falar sobre tema palpitante, na mesma linha do cafenapolitica na internet.
Às vésperas da Conferência Nacioal de Comunicação (CONFECOM), marcada para Brasília, entre 1º a 3 de dezembro, é lançado o livro de Altamiro Borges, "A Ditadura da Mídia". Ao tratar dos objetivos centrais de sua publicação, Miro resume: o livro “não é uma obra acadêmica, mas uma peça de denúncia política. Ela não é neutra nem imparcial, mas visa desmascarar o nefasto poder da mídia hegemônica e formular propostas para a democratização dos meios de comunicação”.
Foi justamente no sentido de valorizar o didatismo — sem perder a contundência do conteúdo — que Miro dividiu o livro em cinco capítulos complementares, mas auto-explicativos: 1) Poder mundial a serviço do capital e das guerras; 2) A mídia na berlinda na América Latina rebelde; 3) Concentração sui generis e os donos da mídia no Brasil; 4) De Getúlio a Lula, histórias da manipulação da imprensa; 5) Outra mídia é urgente: as brechas da democratização.
Você certamente vai ter dificuldade em encontrar esta notícia com destaque em alguma televisão ou jornal da grande mídia, daqui e de alhures. Se os filhos de que vamos tratar fossem do Lula, do Brizola, dos Kirchner ou do Chávez, a questão seria bem outra. O caso se arrasta há mais de sete anos. A mãe adotiva já esteve presa por causa das denúncias de apropriação indébita dos garotos, e não me ocorre que a Globo ou a Veja brasileiras, a TN (Todo Notícias), o canal noticioso mais visto da Argentina, o vetusto La Nación ou a Televisa mexicana o tenha abordado com o mesmo estardalhaço de outros casos menos comprometedores para os seus interesses imediatos. Já nem falo do jornal Clarín, cabeça do maior conglomrerado de comunicação da Argentina, por envolver diretamente a pessoa de seu mais alto dirigente. Este veículo, sim, ignora solenemente o episódio ou manipula para que a verdade não seja conhecida.
Polêmica à parte, uma decorrência natural da complexidade do tema, a Lei da Mídia Argentina, em vigência desde sua sanção, pela presidente Cristina Kirchner, no sábado, 10/10/09, merece um exame acurado, sem paixões nem preconceitos. Primeiramente, a Ley de Medios, como passou a ser internacionalmente conhecida, constitui o mais sério - e efetivo - esforço para, de forma institucional, regular e controlar os meios de comunicação de massa e o direito de acesso a eles pelo cidadão comum.
O que se verificava até aqui, como continua predominando no Brasil, é o controle férreo da informação e do entretenimento coletivos por umas cinco ou seis famílias. São elas as proprietárias e senhoras absolutas das grandes redes, as quais, pela força da TV, do rádio, dos jornais, e agora da internet, ditam comportamentos, formam opiniões e impõem a pauta política, segundo seus negócios privados e não os reclamos da coletividade. E tudo isso sem nenhum freio ou fiscalização das instituições nacionais, que, amedrontadas e humilhadas, se curvam ao seu poderio.
Decidimos migrar para esta plataforma, mais ampla e funcional, para melhor aproveitar nosso conteúdo, que, desde novembro de 2007 vinha sendo produzido no http://cafenapolitica.blog.br. veja mais
Livro
Muita coisa da história do Brasil e sua inserção no contexto internacional, nos últimos 60 anos
Confira o primeiro podcast de Leite Filho que fala sobre a crise econômica mundial e o papel dos blogueiros como voz ativa na internet. A democratização da opinião na rede mundial de computadores... Ops, rede mundial de pessoas.Ouça