O Governo Federal promete definir dentro em breve o modelo de banda larga (internet de velocidade) para atingir o grande público. Várias propostas estão em exame: uma, da Casa Civil, que propõe um modelo híbrido (estatal-privado), utilizando a rede pública de fibras-óticas, através de uma futura empresa do governo, mas com a operação entregue a um consórcio privado; outra, do ministério do Planejamento, mais estatizante; e uma terceira, do ministério das Comunicações, mais privatizante, que utiliza os atuais serviços das empresas telefônicas, responsáveis pelo atendimento aos usuários com poder aquisitivo e que não chegam a seis por cento do total de internautas no Brasil. Todas elas visam atingir pelo menos 50% de todos os domicílios do país.
A proposta privatizante (Comunicações) é vista com resistência por parte de setores influentes do governo, já que cobraria uma mensalidade de R$ 30,00 (existe um plano parecido patrocinado pelo governo de São Paulo). Consideram que ela é muito alta para os padrões de renda do brasileiro médio, além de beneficiar um setor, como os das chamadas teles, que usufrui lucros fabulosos com a telefonia.
Segundo a Folha de S. Paulo, a proposta da Casa Civil constitui um meio termo entre a ideia da intervenção estatal direta (rede e operação), defendida pelo Ministério do Planejamento, e a solução de mercado, proposta pelo Ministério das Comunicações. Pelas regras da Casa Civil, o consórcio que cuidará da operação não poderia ser composto somente por empresas de telefonia, mas teria que incluir, por exemplo, provedores de acesso à internet ou empresas públicas. Além disso, a estatal é que regularia o sistema, o que significa que o consórcio não teria autonomia para definir a política de preços. A proposta prevê, ainda, que a estatal não seria um provedor de acesso à banda larga, mas somente a gestão das redes de infraestrutura ou as ampliaria.
Na tarde desta terça-feira, estava prevista uma audiência, em Brasília, do ministro das Comunicações, Hélio Costa, para tratar do assunto com o presidente Lula. A meta fixada pelo Ministério das Comunicações, segundo informou o Estado de S. Paulo, é de chegar ao ano de 2014 com 50% dos domicílios do Brasil conectados à internet em banda larga. Pelo plano do ministério para a massificação da banda larga, no prazo de cinco anos, em cada grupo de 100 pessoas, 45 terão acesso rápido à internet. A proposta de Costa, obtida pela Agência Estado, é de chegar a 2014, com 90 milhões de acessos.
Residências e empresas - Deste total, 30 milhões seriam pelas redes fixas e 60 milhões pelas redes da telefonia celular. As empresas chegaram a propor ao ministério baixar a meta de conexões móveis para 50 milhões, mas a reivindicação não foi aceita. Estão previstas no projeto conexões em residências, empresas e cooperativas, além de pontos públicos de acesso coletivo.
Pela proposta, nos próximos cinco anos, seriam atendidos com acesso à internet em banda larga fixa 100% dos órgãos da administração federal, dos estados e municípios. Também seriam atendidas todas as escolas públicas rurais, que somam mais de 70 mil. As escolas públicas urbanas já estão sendo atendidas por outro programa, numa parceria entre governo federal e concessionárias de telefonia fixa. Seriam cobertas ainda 177 mil unidades de saúde pública, incluindo postos e hospitais. Também há previsão de atendimento a 10 mil bibliotecas e 14 mil órgãos de segurança pública, como delegacias de polícia.



De um lado, as pessoas querem – ou precisam – estar online. Do outro, grandes companhias do mundo digital trabalham para oferecer “o” produto – mas será apenas um? '– que melhor irá atendê-las. Hoje, netbooks e smartphones emergem como os dois dispositivos que melhor cumprem o papel de nos deixar sempre conectados. Não por acaso, a venda desses aparelhos disparou em todo o mundo – independentemente da recente crise mundial.
A internet está matando o jornalismo impresso? Não diria tanto, mas ele está com os dias contados, pelo menos na sua forma atual. Não me cabe aqui citar os grandes jornais que já fecharam ou os que estão mal das pernas, como o New York Times e a Newsweek. Limito-me a afirmar que o fenômeno logo chegará ao Brasil. Aqui, os periódicos ainda vivem uma certa pujança, mas estão estacionados ou em queda acentuada.
