José Mujica, de 73 anos, que sucede a Tabaré Vasquez, é eleito presidente do Uruguai, dando continuidade aos governos progressistas, que estão modificando a fisionomia da América Latina. São governos voltados para os interesses da América Latina e que marcaram suas gestões com massivos programas sociais, incluindo a erradicação do analfabetismo e de desenvolvimento autônomo, com reflexos expressivos na melhora do desemprego, da saúde e da educação. Tais governos começaram a surgir em 1998, com a eleição do coronel Hugo Chávez para a presidência da Venezuela, seguido de Néstor Kirchner (sucedido por Cristina Kirchner) na Argentina, Evo Morales, na Bolívia, Rafael Correa, no Equador, Michele Bachelet, no Chile, e Daniel Oertega, na Nicarágua, e, mais recentemente, Fernando Lugo, no Paraguai.
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A tragédia de Eluana Englaro de repente vira bandeira dos italianos e de todo o mundo para resgatar seu país das trevas do reacionarismo político e religioso. Sua história e a determinação de seu pai de enfrentar os poderosos de ocasião mostram bem que nem tudo está perdido neste planeta globalizado, midiático, pasteurizado, idiotizado pelo pensamento único. Veja primeiro o texto do